A Grécia e a Missão de Sócrates por Chico Xavier
A Grécia e a missão de Sócrates, capítulo 10 do livro A caminho da Luz de Chico Xavier
NAS VÉSPERAS DA MAIORIDADE TERRESTRE
Examinando a maioridade espiritual das criaturas humanas, o Cristo enviou-nos , antes de sua vinda ao mundo, numerosa coorte de Espíritos sábios e benevolentes, aptos a consolidar, de modo definitivo, essa maturação do pensamento terrestre.
Homens cultos e generosos, de filósofos e de artistas, reencarnam , para melhorar, todas as tendências da Humanidade.
Grandes mestres do cérebro e do coração formam escolas..
Nota do Volney | Linha do Tempo;
1 – Chico Xavier escreve esta Obra entre (17/08/1938 Mensagem inicial de Emmanuel ) e em
( 21/09/1938 foi a Mensagem de agradecimento de Emmanuel , pelo final da Obra)
2 – Segunda Guerra Mundial ( 1 de setembro de 1939 até 2 de setembro de 1945 )
ATENAS E ESPARTA
Muitas teorias científicas, que provocam o sensacionalismo dos vossos dias como inovações ultramodernas, foram conhecidas da Grécia,em cujos mestres têm os seus legítimos fundamentos.
Em matéria de doutrinas sociais, grandes ensaios foram realizados, divulgando-se a mais farta colheita de ensinamentos; e quando meditamos no conflito moderno entre os Estados totalitários, fascistas ou comunistas e as repúblicas democráticas, devemos volver os olhos ao passado,revendo Atenas e Esparta como dois símbolos políticos que nos fazem pensar na plena atualidade da Grécia antiga.
Os Espartanos, sob o regime atribuído a Licurgo , nome que constitui apenas uma
representação simbólica dos generais da época, vivendo a existência absoluta do Estado, não expressaram a mesma fisionomia da Alemanha e da Rússia atuais?
A legislação de Esparta proibia o comércio,condenava a cultura; cerceando o gosto pessoal em face das bagatelas encantadoras da vida e do sentimento, decretou medidas de insulamento, maltratando os estrangeiros;
instituiu a uniformidade dos vestuários, incumbiu-se da educação das crianças através dos órgãos do Estado, mas não cultivava a parte intelectual, abalando todo o edifício sagrado da família e criando, muitas vezes, o regime do roubo e da delação, em detrimento das mais nobres finalidades da vida.
Por essa razão, Esparta passou à história como um simples povo de soldados espalhando a destruição e os flagelos da guerra, sem nenhuma significação construtiva para a Humanidade.
Atenas, ao contrário, é o berço da verdadeira democracia.
Povo que amou profundamente a liberdade, sua dedicação à cultura e às artes iniciou as outras nações no culto da vida, da criação e da beleza.
Seus legisladores, que, como Sólon , eram filósofos e poetas, reformaram todos os sistemas sociais conhecidos até então, protegendo as classes pobres e desvalidas, estabelecendo uma linha harmônica entre todos os departamentos da sociedade, acolhendo os estrangeiros, protegendo o trabalho, fomentando o comércio, as indústrias, a agricultura.
Lá começou o verdadeiro regime de consulta à vontade do povo, que
decidia, em assembléias numerosas..
EXPERIÊNCIAS NECESSÁRIAS
Semelhantes experiências, no campo sociológico, foram incentivadas e acompanhadas de perto pelos prepostos de Jesus, respeitadas as grandes leis da liberdade individual e coletiva.
A GRÉCIA
Ao influxo do coração misericordioso do Cristo, toda a Grécia se povoa de artistas e pensadores eminentes, no quadro das filosofias e das ciências.
É lá que vamos encontrar as escolas Itálica e Eleática, à frente do fervoroso idealismo de Pitágoras e Xenófanes, sem esquecermos, igualmente, as escolas Jônica e Ato-mística com Tales e Demócrito, nas expressões do mais avançado materialismo.
O século de Péricles, chegando a um apogeu de beleza e de cultura
SÓCRATES
É por isso que, de todas as grandes figuras daqueles tempos longínquos, somos compelidos a destacar a grandiosa figura de Sócrates, na Atenas antiga.
Superior a Anaxágoras, seu mestre, como também imperfeitamente interpretado pelos seus três discípulos mais famosos, o grande filósofo está aureolado pelas mais divinas claridades espirituais, no curso de todos os séculos planetários.
Sua existência, em algumas circunstâncias, aproxima-se da exemplificação do próprio Cristo.
Sua palavra confunde todos os espíritos mesquinhos da época e faz desabrochar florações novas de sentimento e cultura na alma sedenta da mocidade.
Nas praças públicas, ensina à infância e à juventude o formoso ideal da fraternidade e da prática do bem, lançando as sementes generosas da solidariedade dos pósteros.
Mas Atenas, como cérebro do mundo de então, apesar do seu vasto progresso, não consegue suportar a lição avançada do grande mensageiro de Jesus.
Sócrates é acusado de perverter os jovens atenienses, instilando-lhes o veneno da liberdade nos corações.
Preso e humilhado, seu espírito generoso não se acovarda diante das provas rudes que lhe extravasam do cálice de amarguras.
Estas 3 acusações foram assim proferidas por Meleto:
“…Sócrates é culpado do crime de não reconhecer os deuses reconhecidos pelo Estado e de introduzir divindades novas; ele é ainda culpado de corromper a juventude. Castigo pedido: a morte” Wikipédia
Consciente da missão que trazia, recusa fugir do próprio cárcere, cujas portas se lhe abrem às ocultas pela generosidade de alguns juízes.
Os enviados do plano invisível cercam-lhe o coração magnânimo e esclarecido, nas horas mais ásperas e agudas da provação; e quando a esposa, Xantipa, assoma às grades da prisão para comunicar-lhe a
nefanda condenação à morte pela cicuta
( cicuta= veneno extremamente poderoso produzido pela planta conhecida por cicuta) ,
ei-la exclamando no auge da angústia e desesperação:
– “Sócrates, Sócrates, os juízes te condenaram à morte…”
– “Que tem isso? – responde resignadamente o filósofo – eles também estão condenados pela Natureza.”
– “Mas essa condenação é injusta…” – soluça ainda a desolada esposa Xantipa.
E ele a esclarece com um olhar de paciência e de carinho:
– “E quererias que ela fosse justa?”
Senhor do seu valoroso e resignado heroísmo, Sócrates abandona a Terra, alçando-se de novo aos páramos constelados, onde o aguardava a bênção de Jesus.
OS DISCÍPULOS
“Sócrates” O grande filosofo que ensinara à Grécia as mais belas virtudes,como precursor dos princípios cristãos, deixou vários discípulos, dos quais se destacaram Antístenes, Xenofonte e Platão.
PROVAÇÃO COLETIVA DA GRÉCIA
A condenação de Sócrates foi uma dessas causas transcendentes de dolorosas e amargas provações coletivas, para todos os espíritos que participaram dela, na medida justa das responsabilidades pessoais entre si.
novo período de progresso espiritual;
É verdade que iam instaurar um novo período de progresso espiritual para as coletividades romanas, com os seus luminosos ensinamentos, mas o processo evolutivo poderia ladear outros caminhos, longe do morticínio e da escravidão.
Todavia, sobre a fronte de muitos gregos ilustres, pairava o sanguinolento labéu daquela injusta condenação, labéu ignominioso que a Grécia deveria lavar com as lágrimas dolorosas da compunção e do cativeiro.
Créditos : Obras de Chico Xavier, site O Consolador
Nota do Volney, Autor deste Blog — Ensinamentos deste Capítulo;
Resumo em “A Grécia e a Missão de Sócrates”
1- Homens de bem reencarnaram em todo Orbe Terreno, principalmente na Grécia, com a finalidade de preparar o povo a chegada e aos ensinos do Cristo. ( 5 Séculos antes )
2- Fundam Escolas de Artes e o berço da Democracia, fomentam o Comércio a Indústria e a Agricultura.
3- Atenas no caminho da Democracia e seu Estado vizinho Esparta Militarista Fascista. (Cada época o Espirito do Tempo, engendra o seu próprio paradigma de educação.Convivendo no mesmo período histórico, praticamente um ao lado do outro, assiste-se a existência de dois ou mais modelos ideais não só divergentes como também opostos. Padrões educacionais que servem até hoje como matrizes da cultura pedagógica ocidental, o espartano e o ateniense, o agogê e a paidéia, forjados mais ou menos no mesmo cenário (entre os séculos 7 e 4 a.C.).
4 – Sócrates o Grande Mestre a ser seguido, sobretudo na Filisofia. ( Que é o Amor pela Sabedoria e Verdades relativas ao Homem e ao Universo.) E condenado e morto por crime inventado.
5- Intolerancia da Sociedade vigente que condena a morte seu mais precioso filho pelo simples fato de ser seguido, sobretudo pelos jovens, sem demonstrar a riqueza material dos dominadores de antanho.
6- Advertencia da Espiritualidade, por Emmanuel que todo povo paga com sofrimento quando sacrifica injustamente um de seus pares.
7- Conclusão, ‘ 5 séculos antes ‘ Pavimentado nas Sociedades de então o Caminho para receber futuramente o Cristo e os ensinos das Leis Divinas/Naturais/Universais .